As mentiras que eles contam.
Março 26, 2008
Tá, confesso que esse título tá mais que pretencioso e clichê, mas a tentação de colocar algo sensacionalista pra chamar a atenção das massas é IMENSA, haja visto que tão e somente dessa maneira eu possa ser ouvida. Enquanto meus planos de insurreição ditatorial não dão certo, resta a mim lamentar os grandes infortúnios que ando passando em decorrência do caos urbano da metrópole cafeeira pós-moderna. A desgraça seria menor se os meus ouvidos não fossem acalentados, à noite, com frases do tipo “o caos no trânsito não é culpa da administração da cidade”… Enquanto isso, é criado pela equipe do nosso presidente - também muy amigo - o bilhete único “amigão”, que dá direito ao pobre cidadão de se divertir - já que trabalhar, coisa impossível, dignifica o mesmo e o impele à revolta do caos cotidiano - por oito horas pagando apenas uma passagem. Como isso não vai mudar a minha vida, resolvi juntar-me ao coro dos descontentes - pois sou uma universitária pé-rapada que trabalha até quando se diverte.
Pensando em soluções que, por hora, viriam a diminuir o meu stress, terei de desistir do japonês e trancar, igualmente, as literaturas alemãs, já que perdi mais uma aula - e uma avaliação - devido à novidade paulista. Já da parte dos boçais do predinho do vale do Anhangabaú, não creio, sinceramente, que a medida para inglês ver sobre implementação de rodízio duplo venha a dar certo - já que somos brazucas e não só andamos por essas ruas de meu Deus para ver as coisas.
Por hora, não sairei de casa. E quem me tirar desse recinto para uma distância superior a 200m, em prol de qualquer coisa que seja, será um homem morto.