Holyground.
Abril 27, 2008
O senso somum diz que é preciso nos livrarmos de coisas que nos atrapalham. Para termos uma vida melhor, sabe? Esse negócio de deixar de fumar pra melhorar a própria qualidade de vida, ou talvez negligenciar o tradicional happy hour às sextas pra ver se a barriga some de vez. Coisa fácil, obviamente, é desviar da rua que te leva ao buteco, mas creio que seja um tanto mais complicado encontrar-se com um de seus amigos de farra e escutar o insidioso convite. Trouble is yours, hunny, ninguém obriga ninguém a nada… O problema da vez seja, portanto, encarar a situação com a absoluta frieza e, ainda por cima, mostrar que não precisa dela… Com o acréscimo da depreciação da mercadoria.
Isso é particularmente complicado com ex-whatevers (lê-se namorados, ficantes, casos, paixões platônicas). Até mesmo com os definitivamente exs.
Deixemos a hipocrisia de lado: lido com não só um, mas vários casos desse gênero. E, como uma legítima regenerada dos PA (passionais anônimos), procuro mantê-los bem perto. Para testar a minha própria resistência, talvez. O sangue frio, mais ainda. O desprezo, principalmente. Porque não se trata de um amigo que o leva ao seu objeto de vício - mas sim o próprio vício que se apresenta diante de você, desnudo, sedutor, atrativo, melífluo. Ele acaricia seus quadris, elogia sua inteligência, seus olhos, suas habilidades e - o mais perigoso - faz suposições indelicadas sobre acontecimentos a dois.
Livremo-nos dessas tentações, Santo Antão! repetimos conosco mesmos. Porque o senso comum nos prega que a vida saudável deve ser despida dessas coisas. Porque, sem elas, serei uma pessoa mais elevada. Alcançarei o céu, o Tao, o Nirvana ou a p… do whatever que o valha…
Por enquanto eu olho. Converso. Sorrio. Um escarnece da minha postura. Outro acha que vai me derrubar com os mesmos recursos. Mas eu não ligo. Oh, babe, maybe I’m in a Holyground…
Ah, eu sou uma asceta.
Abril 29, 2008 às 2:51 am
amei teu novo layout.
mudei lá o mue. vê se dá p/ ver agora.
bjo!
Maio 2, 2008 às 8:19 am
Mandioca, cansei da resistência. Do I don’t want, but I wanna. Entreguei-me de uma vez. Se for pra me foder, que seja tocando o pandeiro. E vamo ver no que essa merda toda vai dar.
Sdds.
Maio 2, 2008 às 12:58 pm
Não acredito e pensando bem nunca acreditei que tudo nos trilhos nos faça feliz, fazer o que senso manda nem sempre é bom, coisas que nos atrapalham nos fazem bem, vez ou outra (=
Agora ser asceta não é pra qualquer um, é um exercício…
Não sei explicar, mas me lembrei de nietzsche (=
Já disse que amo seus post´s? Não… poizé x)
Beijo dona moça e ótimo fim de semana pra tu.
:***
Maio 2, 2008 às 5:52 pm
Ah, a paixão… O melhor e o mais devastador vício.
Beijo,