Xinguem.
Esbravejem.
Mandem-me tomar justamente naquele lugar.
Mas eu mudei novamente, pessoas.
E, desta vez, no comments. No questions. Only texts. Ao vazio.
http://thevintagemannequin.blogspot.com
Auf Wiedersehen.

Xinguem.
Esbravejem.
Mandem-me tomar justamente naquele lugar.
Mas eu mudei novamente, pessoas.
E, desta vez, no comments. No questions. Only texts. Ao vazio.
http://thevintagemannequin.blogspot.com
Auf Wiedersehen.

Há certas coisas que morrem com o tempo. A morte abala os vínculos.
Os vínculos são as coisas que nos dão segurança durante as nossas vidas. Os vínculos nos tornam humanos.
A morte rouba a nossa segurança. A morte rouba a nossa humanidade.
Eu não quero me sentir insegura. Eu não quero que as coisas morram. Mas contra a morte eu não posso lutar.
Mas posso lutar contra o estabelecimento dos vínculos com as pessoas e as coisas. Então, eu quero viver sem vínculos.
Eu quero me despir dos últimos traços de humanidade.
Assim eu não sofrerei mais.
Pra sempre.
E viverei calma e quieta no meio do limbo azul. E assim eu serei livre.
O senso somum diz que é preciso nos livrarmos de coisas que nos atrapalham. Para termos uma vida melhor, sabe? Esse negócio de deixar de fumar pra melhorar a própria qualidade de vida, ou talvez negligenciar o tradicional happy hour às sextas pra ver se a barriga some de vez. Coisa fácil, obviamente, é desviar da rua que te leva ao buteco, mas creio que seja um tanto mais complicado encontrar-se com um de seus amigos de farra e escutar o insidioso convite. Trouble is yours, hunny, ninguém obriga ninguém a nada… O problema da vez seja, portanto, encarar a situação com a absoluta frieza e, ainda por cima, mostrar que não precisa dela… Com o acréscimo da depreciação da mercadoria.
Isso é particularmente complicado com ex-whatevers (lê-se namorados, ficantes, casos, paixões platônicas). Até mesmo com os definitivamente exs.
Deixemos a hipocrisia de lado: lido com não só um, mas vários casos desse gênero. E, como uma legítima regenerada dos PA (passionais anônimos), procuro mantê-los bem perto. Para testar a minha própria resistência, talvez. O sangue frio, mais ainda. O desprezo, principalmente. Porque não se trata de um amigo que o leva ao seu objeto de vício - mas sim o próprio vício que se apresenta diante de você, desnudo, sedutor, atrativo, melífluo. Ele acaricia seus quadris, elogia sua inteligência, seus olhos, suas habilidades e - o mais perigoso - faz suposições indelicadas sobre acontecimentos a dois.
Livremo-nos dessas tentações, Santo Antão! repetimos conosco mesmos. Porque o senso comum nos prega que a vida saudável deve ser despida dessas coisas. Porque, sem elas, serei uma pessoa mais elevada. Alcançarei o céu, o Tao, o Nirvana ou a p… do whatever que o valha…
Por enquanto eu olho. Converso. Sorrio. Um escarnece da minha postura. Outro acha que vai me derrubar com os mesmos recursos. Mas eu não ligo. Oh, babe, maybe I’m in a Holyground…
Ah, eu sou uma asceta.
Creio que o excesso de coisas por fazer nos dá sempre a sensação de que estamos à margem dos acontecimentos, de que nada do que fazemos se mostra suficiente, de que sempre algo esteja faltando… Pois bem. Na tentativa de diminuir essa sensação, procurei basear-me em categorias orkuteanas e listar cinco coisas que preciso ver com mais afinco. Talvez as coisas voltem a rolar… Se não rolarem, pelo menos, fica a dica pra quem não as conhece.
1. Música - Kula Shaker.
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Creio que Britpop seria um termo vulgar para classificar essa banda inglesa maravilhosa (já falei em algum momento por aqui que ADORO bandas inglesas?). Na estrada desde 1999, os meninos lançaram, no ano passado, um álbum perfeito - o Strangefolk, apresentando uma sonoridade estupenda ao combinar indie rock, classic rock e toques orientais, lembrando, algumas vezes, o Deep Purple.
Detalhe constrangedor: só escutei o Strangefolk até agora… E, ainda sim, limitei-me a algumas músicas por falta de tempo.
2. Literatura - Colette.

Gabrielle Colette (1873-1954) foi uma notável escritora francesa, detentora do espírito revolucionário do início do século XX. Nome freqüentemente associado à Era Chanel e a outros grandes nomes (como Jean Cocteau), seus romances transbordavam feminismo e liberdade. Com uma vida pessoal marcada por vários casamentos, flertes com o lesbianismo e diversos libelos escandalosos, a mulher marcou uma das grandes fases da era dos extremos. Obteve grande popularidade com várias de suas novelas, como a sequência Claudine e Gigi - considerada sua novela mais famosa.
Detalhe constrangedor (2): só li, até hoje, La Vagabonde (1910). Depois de folhear o livro de Charles-Roux, fiquei simplesmente encantada e intrigada.
3. Cinema - Tarkovsky.

Digamos que Tarkovsky (1932-1986) teve grande sorte ao poder fazer o seu Andrei Rubliov durante o governo de Kruschev, não sofrendo as represálias que seu colega de profissão, o Eisenstein, teve que aturar durante o período do bigodudo Stálin. Andrei Rubliov é simplismente um filme perfeito ao fazer um recorte da história russa e da vida do santo fazedor de ícones, e Tarkovsky, genialíssimo na transposição cênica.
*O style do garoto é um detalhe à parte. Ui.
Detalhe constrangedor (3): com que cara-de-pau falei esse monte de asneiras? Só vi o Andrei Rubliov. Há Solaris e tantos outros filmes bons que eu ainda não assisti…
4. Área de atuação - Moda.

Todo mundo sabe que eu AMO moda… Que é uma carreira para a qual demonstro uma grande propensão, que eu compro a Vogue todo o mês, coisa e tal… Comentários são desnecessários. Vide posts anteriores.
Detalhe constrangedor (4): há muitos trabalhos que ainda não conheço! Acompanho o trabalho de várias grifes brasileiras - como a Ellus e a Sommer - mas muitos, muitos trabalhos de estilistas CLÁSSICOS (como Armani) são ainda desconhecidos por mim. Mèrde.
5. TV - Tela Class.

Hermes e Renato merecem consideração. Os caras são os mestres do humor do século XX!
Detalhe constrangedor (5): das célebres películas, só conheço a Tretas de Hong Kong… E o curso de direito? Garota juvenil que toma suco de pêra e Ovomaltino, mexa-se!

Quem me conhece sabe: sou apaixonada por moda e luto para que tudo saia perfeito em prol da harmonia da visão. A predileção por revistas de moda nada mais é, então, que uma mera conseqüência… Daí a vontade de mostrar a vocês, a título de “dica da semana”, uma nota publicada no obvious sobre as primeiras capas da Vogue. Futilidades à parte, creio que a revista foi uma das grandes responsáveis pela disseminação de uma das maiores formas de expressão humana do mundo contemporâneo - ou você já tomou conhecimento de alguma outra forma de arte que expresse toda a inconstância, a inventividade e - o principal - toda a sede de fama e poder do ser humano?
Vale a pena conferir ![]()
Suas ankle boots bateram em um ruído surdo e seco no último degrau da escada. Deu mais três passinhos em direção à sala de vídeo, detendo-se por um momento ante a inesperada figura do professor. Sentiu-se corada, Lolita, os cachos não ajudando muito. Perguntou a si mesma se a paixão pelo conhecimento não era fruto da paixão por aquele homem - ou, muito provavelmente, se o caso fosse inverso. Imagine, ela, sempre fascinada pela Rus Kievana, pela terra dos tzares e todo lo más, como poderia? Virou-se e fingiu ir beber água.
Cinco minutos. Ouve-se, novamente, o ruído das ankle boots na escada. O filme do Tarkóvski já havia começado. Pediu licença a ele - figura alta, esquálida, tímida e ligeiramente desajeitada - com a fala corada e a vergonha com a vontade de fugir. Enfiou-se em qualquer lugar da penumbra. O tempo passava e Marfa, nua e canhestra, dizia a Andrei Rubliov. Seus olhos desviaram-se um pouco para as pernas compridas que estavam mais ao lado. Percorreu a linha do corpo, com olhos engazeados que, pela graça de Deus não podiam ser vistos com clareza dentro da escuridão.
“Vocês fazem coisas pecaminosas aos olhos de Deus. Vocês não sabem o que é o amor… O que vocês chamam de amor não passa do amor das feras, de devassidão e carnalidades.”
“Mas há tipos diferentes de amor? Pensei que amor fosse uma coisa só…”
O beijo. Rubliov se esquiva no pegar de suas coisas e sai para fora da sala, sutil e ligeiramente - não sem deixar de sussurrar ao professor. Ela precisava avisar que não poderia ficar até mais tarde, já que não conseguiria pegar o ônibus se o fizesse.
Pernas se encolheram junto da cadeira universitária.
Ankle boots foram, aos poucos, batendo rápidas e cada vez mais distantes pelo corredor da sala 270.
Ok, Bru, vamos responder às predestinadas perguntas (até porque eu ADORO responder essas enquetes desde quando eu erra pituchinha na 6a. série e vivia fazendo aqueles famosíssimos cadernos de perguntas…).
Importante: para os que (como eu) têm o vício de ler apenas o primeiro post do blog a cada visita, aproveito para dizer que tem texto novo aqui embaixo, ok? ![]()
1.Nome:
• Amanda
2. Que dia é hoje:
• 06.04.08
3.Que horas são:
• 13:07
4. Quantidade de velas no seu mais recente bolo de aniversário?
• Ixi… Mãe, o que eu comi no café da manhã?
5. Furos nas orelhas?
• Sim. 2 em cada (e quero fazer mais dois).
6. Tatuagens?
• Não, mas morro de vontade de fazer uma grande nas costas.
7. Piercings?
• Não.
8. Já foi à África?
• Não.
9. Já ficou bêbado (a)?
• Bêbada de vomitar, não… Apenas alegre e linguaruda.
10. Já chorou por alguém?
• Já chorei muito, mas as pessoas que foram motivo de choro foram poucas. Ultimamente ando numa fase meio insensível (ou introspectiva, já que não ando externalizando a barafunda de sentimentos estranhos que andam me assaltando).
11. Já esteve envolvido em algum acidente de carro?
• Bom, mais ou menos. O carro apenas rodou na pista, rs.
12. Música Preferida?
• “Too late Marlene”, do Duran Duran, ou “Here comes the rain again”, do Eurythmics.
13. Cerveja ou Champagne?
• Champagne. Combina com o meu temperamento esnobe.
14. Metade, cheio ou vazio?
• Vazio. Que NUNCA será preenchido.
15. Lençóis de cama lisos ou estampados?
• Lisos. Tenho horror à estampas demais.
16. Filme preferido?
• Closer.
17. Flores?
• Orquídeas - creio que elas estejam no limiar entre a delicadeza e a selvageria.
18. Coca–Cola simples ou com gelo?
• Mas nem. Dá celulite…
19. Quem dos teus amigos vive mais longe?
• Hummm… Tem o Marcelo do Recife e a Erika do Pará… Mas creio que a que esteja mais longe é a Samira, que nem no Brasil está… Viva à World Wide Web!
20. Melhor amigo (a)?
• Creio que não tem essa de “melhor amigo”, mas sim “amigo para cada ocasião”, já que nessa vida passamos por tantas reviravoltas e desencontros…
21.Quantas vezes você deixa tocar o telefone antes de atender?
• Quanto menos, melhor. Toque de telefone me desperta uma sensação de estar sendo cobrada… Por isso deixo tocá-lo o mínimo possível.
22. Qual a figura do seu mouse pad?
• Um buldogue com uma bolsa de água quente azul na cabeça… Bem minha cara, mesmo… xD
23. CD preferido?
• Big Thing, do Duran Duran.
24. Mulher Bonita?
• Modéstia à parte…
25. Homem bonito?
• Nick Rhodes. Mas também acho o David Sylvian, o David Bowie e o Morten Harket perfeitíssimos…
26. Pior sentimento do mundo?
• Frustração.
27. Melhor sentimento do mundo?
• Paz interior.
28. O que uma pessoa não pode ser para ser seu amigo?
• Falso, invejoso e com complexo de inferioridade.
29. Qual o primeiro pensamento ao acordar?
• “Preciso fazer algo para mudar essa situação”.
30. Se pudesse ser outra pessoa, quem seria?
•Já tentei seguir muitos modelos na minha vida. No final das contas, concluí que todos os meus modelos também buscavam ser alguém devido à sua insatisfação consigo mesmos (coisa natural do ser humano)… E vi que ser eu mesma e respeitar minhas preferências é a coisa mais deliciosa desse mundo! Então, paremos por aqui.
31. Algo que você nunca tiraria de você?
• Meu instinto de superação.
32. O que é que você tem debaixo da cama?
• Sapatos de uso MUITO freqüente.
33. Uma frase?
• Já passei dessa fase. Posso pular?
34. Qual livro você está lendo?
• “Modigliani”, de Christian Parisot.
35. Uma saudade?
• Da época em que eu não me questionava à respeito dos grandes mistérios da vida (a ignorância é uma bênção).
36. Uma característica?
• Deixar coisas perdidas e inacabadas pelo caminho.
37. De que pessoa recebeu esse questionário?
• Da Bru!
38. Quem acha que vai responder mais rápido?
• Aff… Próxima…
39. Aquele que com certeza irá te responder?
• Again…
40. O que você faria se o mundo acabasse amanhã?
• Me trancaria em um quarto com uma pessoa e teria uma conversa que foi adiada desde o dia em que nos conhecemos. Depois disso, o mundo pode se acabar.
Segunda poça pulada naquela manhã. Sempre teve nojo dos inúmeros pontos de acúmulo de água do centro da cidade… Mas hoje não se importava. Também não se importava por ter acordado cedo: o céu estava limpo após a noite de chuva de setembro magro ainda pelo frio - que insistia em gelar seu rosto às sete da manhã. As pombas não pareciam se importar muito também: olhavam com um misto de medo, desdém e estupidez para ela - a figura levemente esguia e envolta em cabeleira e casaco de lã negros. Ela assopra um cacho que lhe atrapalhava a visão. O cacho mostrou-lhe, então, que havia outra espécie de coisa a ser tirada.
Mas essa, desta vez, não saiu.
Tentou passar desapercebida. Ele puxou a faixa do casaco.
- Eu, sinceramente, não imaginaria ver algo como você. Aqui. Nesse horário.
- Talvez eu também não imaginasse.
- Bom, eu estou atrasada…
- A cada vez que você reaparece, alguma coisa está mudada. Deixou crescer, é?
- Imagina… São seus olhos. Deixe-me ir, sim?
Agarrou seus cabelos. Os lábios estavam vermelhos e rachados. Olhos estranhos a fixaram-na.
- Faz tempo… Quantos meses?
- Sabe que eu não parei para pensar nisso?
- Você nunca vai admitir…
- Não vou. Quero ir embora…
- Senti sua falta. Muito.
Puxou-a para si. Abraçou-a, quieto. Pairava uma umidade serena. As pombas voaram, igual cena de filme.
E ela pensou que, em certo momento, considerou que já tinha visto tudo.
.
.
.
.
“Baby, I’m really sorry
to break your dream
when it’s so early
Headlights
on the windowpane
they’re getting lost
in the light of day…”
Eu tenho alguns textos para fazer. Eu os faria, claro, meu amor, se não houvesse essa bagunça da poooourra na minha escrivaninha que impede o meu fluxo psíquico e criativo. Too much information. Mas, acredite, não há mais lugar para o que eu tenho dentro do meu guarda-roupa. E eu gosto de prateleiras limpas, bem limpas, e não quero que minhas coisas fiquem perdidas por aí no meio delas.
Mas elas se perderam. Entretanto, entenda, caro barbudo, que tudo o que está no meio dessa bagunça é essencial para mim, de modo que eu não posso desfazê-la sem incorrer em dramas futuros. Espere… Não estou me fazendo entender? É esse divã que me dá dor nas costas. Ah, claro, o tecido é de boa qualidade, deve ter custado horrores, but It’s not for me. Não, eu não vou jogar tudo no lixo, entendeu? Um dia eu vou usar tudo, um dia eu vou arrumar tudo. Mas hoje, não. Não, não acredito nessa corrente psicanalítica de que tudo reflete insatisfação sexual. Olhe bem, ontem foi… Com você não foi, notoriamente. Mas deixe-me ir embora mais cedo hoje, sim? Sou uma pessoa de bem e trabalho. Onde você deixou meu guarda-chuva vermelho? Não, não é mais um item de representação fálica, lá fora está chovendo, se o senhor não percebeu. Quanto ao valor, pago com Mastercard na quarta, tá? Tchau, beijos, me liga.
Tá, confesso que esse título tá mais que pretencioso e clichê, mas a tentação de colocar algo sensacionalista pra chamar a atenção das massas é IMENSA, haja visto que tão e somente dessa maneira eu possa ser ouvida. Enquanto meus planos de insurreição ditatorial não dão certo, resta a mim lamentar os grandes infortúnios que ando passando em decorrência do caos urbano da metrópole cafeeira pós-moderna. A desgraça seria menor se os meus ouvidos não fossem acalentados, à noite, com frases do tipo “o caos no trânsito não é culpa da administração da cidade”… Enquanto isso, é criado pela equipe do nosso presidente - também muy amigo - o bilhete único “amigão”, que dá direito ao pobre cidadão de se divertir - já que trabalhar, coisa impossível, dignifica o mesmo e o impele à revolta do caos cotidiano - por oito horas pagando apenas uma passagem. Como isso não vai mudar a minha vida, resolvi juntar-me ao coro dos descontentes - pois sou uma universitária pé-rapada que trabalha até quando se diverte.
Pensando em soluções que, por hora, viriam a diminuir o meu stress, terei de desistir do japonês e trancar, igualmente, as literaturas alemãs, já que perdi mais uma aula - e uma avaliação - devido à novidade paulista. Já da parte dos boçais do predinho do vale do Anhangabaú, não creio, sinceramente, que a medida para inglês ver sobre implementação de rodízio duplo venha a dar certo - já que somos brazucas e não só andamos por essas ruas de meu Deus para ver as coisas.
Por hora, não sairei de casa. E quem me tirar desse recinto para uma distância superior a 200m, em prol de qualquer coisa que seja, será um homem morto.